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Antigo, sim. Jogar fora, nunca.

Antigo, sim. Jogar fora, nunca.
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Antigo, sim. Jogar fora, nunca?

 

O post de hoje é mais um convite à reflexão. O mundo da educação corporativa é tão cheio de modismos e os trends são substituídos com tanta velocidade que, por muitas vezes, não conseguimos nem acompanhar essas tendências. E quem está na “ralação” diária da educação, seja ela em que instância for, vai entender muito bem isso. É tanta coisa para se pensar, planejar e produzir, que é mesmo difícil conseguir um equilíbrio.

Quando penso em educação, penso logo em algo básico, primordial, essencial, como roupa, alimento. E acredito que deve ser assim faz muito tempo. Apesar de todo o avanço tecnológico e metodológico da educação, que é obviamente necessário, uma coisa nunca deve ser esquecida: o objetivo de tudo é que alguém aprenda alguma coisa. E isso vai acontecer por compartilhamento de conhecimentos, seja numa estrutura formal ou mesmo de maneira espontânea.

Isso vem de encontro à reflexão que proponho hoje: será que nesse desejo imenso de agregar muita coisa na prática da educação nas empresas, por exemplo, não estamos esquecendo de coisas básicas?

Vejo grupos e grupos de especialistas que discutem sobre teorias da aprendizagem, tema que gosto muito, tecnologias da aprendizagem, que também gosto muito, e outras vertentes da educação, mas se pararmos para observar, é comum hoje ver antigos costumes tão valiosos ainda em prática?

Apenas como ilustração, vou listar aqui algumas dessas “coisas antigas” de que estou falando e vamos ver se você concorda comigo:

– Eu aprendi desde criança que o velho ditado tinha um valor pedagógico muito grande. Hoje, raramente vejo as pessoas anotarem as informações relevantes e, depois, querem elaborar ou expor opiniões sem mesmo consultar nenhum registro. Em tempos de hiperinformação, é claro que o cérebro não vai conseguir reter tudo e, muito menos, filtrar ou organizar tudo para os momentos em que precisamos das informações. Será que o antigo costume do papel e caneta não funciona mais? Mesmo que substituam por um laptop ou algo que o valha, a essência do costume deveria continuar em voga.

– Uma mania que a tecnologia criou foi a de sintetizar tudo pelo título ou por uma manchete. Muitas pessoas hoje acham que conhecem uma obra pelo que leram numa síntese ou tem uma opinião sobre um determinado tema apenas lendo o lead de uma matéria de jornal. Uma das coisas mais tradicionais que conheço é ler um livro. Hoje, infelizmente, não vejo muito incentivo à leitura. E a construção do saber passa muito pelo que lemos e pelo exercício de tentar construir imagens mentais sobre aquele conteúdo. Além de ampliar o universo de conhecimento do leitor, é também uma fonte inesgotável para a criatividade.

– Por fim, mas não menos importante, em muitas situações, as pessoas estão perdendo a noção do contato face a face. A tecnologia é muito importante para dinamizar o contato a distância, construir pontes, facilitar a comunicação, mas não pode substituir o valor do contato direto, em que se aprende a ler mais o ser humano, seu comportamento e suas necessidades.

Listei apenas três situações e costumes, mas acredito que você, ao ler esse post, irá lembrar de outras.

O que pensa sobre isso?

Convide sua rede para falar sobre isso e compartilhe aqui!

Até o próximo.

Ubirajara Neiva

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Comentários

  1. Amanaice Ribeiro: maio 23, 2016 at 4:11 pm

    Olá Ubirajara! Atendendo seu convite para a reflexão, entendo seu ponto de vista mas acredito que o que impulsiona esta mudança nas “ações educacionais” são os perfis do aluno e sobretudo a geração do aluno.
    Tudo que você colocou é muito típico do modelo “tradicional” da educação formal que está nos moldes da geração X e baby boomers.
    A geração Y e agora a Z” não têm este tempo” para a construção do conhecimento. E isso é muito nítido no mundo corporativo.
    Especificamente quanto ao incentivo à leitura, eu discordo um pouco de você, mas talvez pelas minhas experiências pessoais. Sinto que hoje há muito incentivo pela leitura e acredito que manchetes, pequenos vídeos, artigos, resumos e opiniões que encontramos na internet nos deram mais poder como leitores.
    E para mim, as opções que temos com a tecnologia em termos de leitura me deram mais liberdade para ler o que realmente gosto/quero. O fato é que hoje há muita concorrência para o livro, mas acredito que há muito mais interesse.
    Quanto ao contato pessoal, construir pontes… Concordo com você. Mas também nunca se falou tanto da importância do relacionamento interpessoal, comunicação como agora. E concordo que temos que falar mesmo, trabalhar muito isso nas organizações aprimorando comportamentos para o benefício das pessoas e suas relações pessoais e profissionais.

    Abraço!

    • Ubirajara Neiva: junho 13, 2016 at 10:56 am

      Olá Amanaice,
      obrigado pela contribuição. Concordo com você sobre as diferenças de geração. É realmente importante ter esse conhecimento e as técnicas adequadas para abordar e engajar cada uma delas, mesmo em empresas onde há a diversidade e convivência de todos simultaneamente. O que reforço sobre a leitura é que ocorre a superinformação hoje em dia e aumenta o risco de não se aprofundar no conhecimento, coisa que o livro de papel facilitava. Mas acredito que a tecnologia é irreversível e temos mesmo que acompanhar o movimento e buscar maneiras inteligentes de explorar melhor as ferramentas.
      Um abraço,
      ubirajara

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